sexta-feira, 13 de abril de 2012

DICA OGROSSEXUAL - Ser Coxinha

(Este texto foi extraído, surrupiado, subtraído, do meu outro blog, OGROSSEXUAL, que hoje aposento - vida longa porém inóspita, só duas publicações. Doce ilusão achar que ia ter tempo de atualizar 4 blogs, nem um eu dou conta! Vou começar uma série de posts neste aqui mesmo, com o tema Ogrossexual. Este é o primeiro.)

Ser coxinha! - Parte um

Conversa hipotética de duas minas gatas (sim, gatas,mesmo porque, fosse duas barangas, nem interessaria saber o que elas tão falando):

- Você viu o Serginho hoje?
- Eu vi! Como ele é coxinha, né?

"Ser coxinha".

É um termo relativamente novo. Provavelmente, se você é da geração que toma cerva e não breja, não sabe do que se trata. Eu explico.

O termo não é um elogio. Longe disso. E, pra falar a verdade, a origem me escapa totalmente. É como a expressão "fazer cara de bunda". Tem coisa mais linda que uma bunda, companheiro ogro? Qual o paralelo da obra mais perfeita da criação com a cara de zero à esquerda de alguns? Mistério...

Ok, sem divagações, voltemos ao tema do post. O "ser coxinha".

O cara coxinha dificilmente será o escolhido pela fêmea para ser o macho reprodutor. Caso seja o macho alfa em algum escritório, fatalmente o é pelo simples fato de que os outros homens são mais coxinha que ele.

(Pensando nesse tópico de reprodução, um fato curioso: não conheço cara gay coxinha. Normalmente são style, fashion, até bicha-pão-com-ovo... mas não lembro de gay coxinha. Meus amigos gays que me corrijam...)

O coxinha é o cara todo certinho.
Não, mais que isso.
É o certinho que irrita. Camisa clara, calça bege, sapato caramelo com cinto combinando. E celular penduradinho.
Alguns coxinhas adoram camisa polo, e a usam por dentro da calça. A qual, dependendo do nível de "coxice", está perigosamente puxada muito à altura do umbigo.
Na balada, identifica-se o coxinha pelo passo de dança clássico do um-pra-direita-bicada-no-drink-um-pra esquerda-sorriso-amarelo. E repete. A noite toda.
As garotas descoladas normalmente fogem dos coxinhas.
Na verdade, as que não são descoladas também (principalmente pelo fato que as minas não-descoladas normalmente não tem consciência desse fato, logo, tendem a se comportar imitando as descoladas...)

Alguns coxinhas terminais ainda se atém ao uso de pochete. Fuja! A única situação em que a bolsinha pendurada na barriga se justifica é no caso do técnico eletricista (ou equivalente) que leva ali seus utencílios de trabalho.

PRÓXIMO POST - COMO SER ANTICOXINHA

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Spotlight.

Não, nessa história eu não sou o protagonista.

Deve ser a mania do palco.
Ou de ser áries. Com ascendente escorpião.
Mas vai se convencer que o refletor não tá em você. Parece!
O narrador está de costas.
Não, Ele não está contando pra esse público que você não vê
o que passa nessa sua cabeça doida. Seus segredos são só SEUS segredos.
Deve ser a mania do palco.

(Dá pra fazer de novo? Sei lá, achei meio forçado. Essa luz não ajudou. Quem me dá a deixa mesmo?
E essa marcação, é isso mesmo? Pode ser? Do começo? Não? Da porta? Ok, vou da cena do laptop saindo do banheiro e indo pra minha cama...)

Não, nessa história eu não sou o protagonista...

domingo, 8 de abril de 2012

Uma explicação.

Eu sei que falta a parte dois do post sobre sites de relacionamento... mas tô super sem tempo!
Assim que der, eu conto como foram as duas esperiências (sim, porque eu faço a merda e repito, pra ver se o resultado é diferente. Até parece...)!

terça-feira, 3 de abril de 2012

No teu laptop ou no meu? (parte um)

Véio,

A Internet é um grande barato (putz, que gíria vintage... ok, que puta gíria véia) mas tem que saber usar.

Esse lance de site de relacionamento. Ah, desculpa, eu acho uma puta roubada!

Vou falar pelos caras. Do ponto de vista feminino eu até entendo. Do jeito que tá faltando representantes do sexo masculino dignos de nota na praça, o lance é partir pro cyberspace!

Mas, véio, tem camarada que se joga nessa dança das cadeiras eletrônica de cabeça, esquece o principal. DO OUTRO LADO DO TECLADO, pra todos os efeitos, a gente imagina (ou espera que...), TEM UMA MULHER!

Explico.

Esse lance de paquera virtual é a mesma coisa que o tete-a-tete real, amigo. Mulher tem truque, cara, mulher é truquera por natureza! Você vê ali, na rua, vai a mina toda produzida. Aquele jeans enfiado mais colado que revista de sacanagem de irmão de 15 anos. Soutien wonderbra (é assim? "Wonderbra"? Aquele que "aperta e levanta"?). Então... você vê a mina assim, toda montadinha. Sabe que, quando desembrulhar, metade daquele tesão vai ficar no criado mudo ao lado da cama!

Pergunto:
POR QUE CARGAS D'AGUA NA INTERNET IA SER DIFERENTE?

Eu tenho uns amigos que tão nessa de site de relacionamento, paquera virtual, esses lances. E não é sacanagem,não. Eles querem namorar mesmo (se bem que se rolar de só molhar o biscoito, já tá de bom tamanho!) mas parece que o pessoal emburrece na hora que liga o laptop, meu!

Segue o meu raciocínio. Não é um site que promove encontros, relacionamentos, essas coisas? Então, pergunta valendo um milhão de reais, por que num site desses a mina não colocaria uma foto sequer de corpo inteiro no perfil?

Não é óbvio?

Aparentemente, não.

Eu acabei me cadastrando num "pombinhosapaixonados.com" da vida, pra dar uma olhada nas minas. Pensei "sabe lá se não é preconceito meu. Vai ver até tem umas minas muito gatas e tímidas, que creem a Internet como sua última saída".
Eu tinha que tirar a limpo.

Meu. As mulheres que tavam inscritas, palamordedeus! Não todas, mas a grande maioria, a esmagadora maioria, "uma coisa". Uma coisa no sentido de "um treco"! (resolvi ser politicamente correto nesse parágrafo e não vou falar que eram uma merda. Contentem-se com coisa e treco...)

Tinha uma com a foto dela beeeem de longe, tipo paisagem nordestina com um pontinho no fundo acenando com um lenço amarelo (e o pontinho estava de canga, nem de bikini, canga, que era pra não ver nada MESMO!). Outra me coloca aquelas fotos que a gente mesmo tira, saca? Com o bração esticado e aquela cara de "será que dessa vez essa merda vai sair boa ou vou ter que tirar outra"? E tinham outras que postavam foto só do rostinho, que gracinhas. Uns rostinhos angelicais, mas tão redondinhos... Teve uma que colocou a foto do perfil, no perfil. Até aí, tudo bem. Só que, não era o corpo de perfil, era o rosto. E nem era o rosto, era só o nariz... a mina colocou no perfil a foto do nariz.

FOTO DO NARIZ! COMO ASSIM! Me fala, quem vai prum encontro pensando no nariz da mina? Será que alguém consegue imaginar que a mina é uma delícia quando ela posta uma foto do nariz num site de encontros?
Eu fiquei imaginando um cara naquela ansiedade antes do primeiro encontro, pensando "ah, esse nariz... é muito nariz pro meu caminhãozinho..." e tocando uma punheta pra aliviar a tensão "ahh, narizinho... ah, narizinho.. ahhhh"
Só falta!

Resolvi investigar. Na pior das hipóteses, seria material pra algumas crônicas e outras tantas conversas de boteco. Fui na do nariz. Trocamos MSN, marcamos um encontro.

Nossa. Medo, cara. Que medo.

Amanhã eu conto como foi.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

IRA! Feliz Aniversário



Parabéns para mim!

De repente...

Ah, poeta, meu poeta camarada...

"De repente, não mais que de repente."

De repente, do sono fez-se o sexo,
e braços e pernas e loucura.
E das bocas ansiosas o prazer,
E das mãos entrelaçadas fez-se o gozo.

Queria muito fazer sonetos. Queria muito chamar Vinícius. Queria muito saber do Tom.





quinta-feira, 22 de março de 2012

DROPS - Poker Face

Faz a pergunta...


Escorrego a nota de 5 pela abertura da bilheteria do metrô.
- Um unitário, por favor.
Aquele jeito de quem não tá nem um pouco a fim de trabalhar...
- Só um?
- Pensando bem, me vê dois!
- Com 5 só dá pra comprar um!

Look at my poker face...

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ah, mulher...

TOTALMENTE na correria hoje, mas não podia deixar passar em branco!

Amores, lindas, delícias, mulherada DO BEM, FELIZ 8 de MARÇO!

Repostando um poema de João Cabral, pra vocês, com um beijo.

No coração.

Paisagem pelo telefone
- João Cabral de Melo Neto

Sempre que no telefone
me falavas, eu diria
que falavas de uma sala
toda de luz invadida,
sala que pelas janelas,
duzentas, se oferecia
a alguma manhã de praia,
mais manhã porque marinha,
a alguma manhã de praia
no prumo do meio-dia,
meio-dia mineral
de uma praia nordestina,
Nordeste de Pernambuco,
onde as manhãs são mais limpas,
Pernambuco do Recife,
de Piedade, de Olinda,
sempre povoado de velas,
brancas, ao sol estendidas,
de jangada, que são velas
mais brancas porque salinas,
que, como muros caiados
possuem luz intestina,
pois não é o sol quem as veste
e tampouco as ilumina,
mais bem, somente as desveste
de toda sombra ou neblina,
deixando que livres brilhem
os cristais que dentro tinham.
Pois, assim, no telefone
tua voz me parecia
como se de tal manhã
estivesses envolvida,
fresca e clara, como se
telefonasses despida,
ou, se vestida, somente
de roupa de banho, mínima,
e que por mínima, pouco
de tua luz própria tira,
e até mais, quando falavas
no telefone, eu diria
que estavas de todo nua,
só de teu banho vestida,
que é quando tu estás mais clara
pois a água nada embacia,
sim, como o sol sobre a cal
seis estrofes acima,
a água clara não te acende:
libera a luz que já tinhas.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Cadê o vagão que tava aqui?

D.D.A.

Não. Que déficit de atenção? Nada a ver!

DDA, no caso, é o que eu chamo de Deslumbramento da Dimensão Alternativa.

É uma síndrome que atinge um número gigantesco de usuários do metrô, elevadores, escadas rolantes e afins.

O sujeito que sofre de DDAlt (ok, mudei a sigla, melhor evitar problemas...) é geralmente aquele que está bem na frente, na beirada da plataforma, esperando o metrô chegar.
Ou aquela senhora gordona à sua frente na escada rolante.
Pode ser também a família que está dentro do vagão do trem, colada na porta, querendo ser a primeira a sair.
É batata! (nossa, tenho que atualizar minhas gírias...)
O vagão pára e abre as portas, e aquela família, ou pessoa, que parecia tão decidida a embarcar, a desbravar novos mundos, dá um passo e estanca, segurando todo mundo atrás, pra desespero geral da galera! É o "efeito deslumbramento"!

Sério, eu fico imaginando o que faz o indivíduo parar bem na porta do vagão, e ficar olhando com aquela cara de abestalhado, como se estivesse em um ambiente totalmente alienígena, pouco se fodendo se tem uma multidão atrás empurrando. É como se ele não esperasse encontrar um vagão depois da porta, sei lá, ele achou que dentro do metrô ele seria recepcionado por 70 virgens, num ambiente onírico, e, de repente, o que é isso? Já tem gente aqui? Os assentos tem cores diferentes? Onde estou? Qué pasa?

Ou a gorda que trava bem na porta da escada rolante. Vai ver ela achou que tinha uma praia no andar de cima, cadê o sol, cadê o mar? Volta, gente, volta! Alguém aí tem GPS?

Quando é família é ainda mais interessante, porque parece que as dimensões alternativas pra qual cada membro se transporta são completamente diferentes, então fica o casal com a filharada, cada um puxando pra um lado diferente, e você lá, querendo passar sem saber se tropeça na menininha de 3 anos ou empurra a vó gorda pra ter espaço. E, claro que você já está atrasado, senão, qual a graça?

Por falar em atrasado, vou sair correndo! Aula em 15 minutos.

Nessa dimensão!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Cheia de Bossa

Cheia de Bossa


Olha que coisa mais linda

Mais cheia de graça

É ela, menina, que vem e que passa

Num doce balanço

E para no farol aqui da Rua Augusta!


(Ah, Paulista... Ah, Conjunto Nacional... Ah, Center 3...

Ah, vão do Masp (perfumes ilegais e gente legal)...

Ah, saída dos cursinhos... quantos suspiros, quantas pernas...

quanto tempo...)

sábado, 28 de janeiro de 2012

VERTIGEM

Tem que fechar os olhos, pra não dar vertigem!

Olhos abertos, você começa a cair, cair...

De olhos fechados, trabalha, faz que ama, tem até filhos!

Tem que apertar bem forte, forte que até dói a cabeça!

Não olhe pra baixo! Nunca olhe pra baixo!

Se você atravessar, você ganha o grande prêmio!

Mas de olhos fechados!

Os olhos têm de estar fechados. É o único jeito!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

GPS


Não me limitem,
Não tracem meu Norte,
Não mapeiem minha ruas.

A vastidão em meu peito, a Via Láctea que sigo como caminho, cruzando o céu,
Não queiram latitudes e longitudes.

A certeza tolhe, diminui, acomoda.

Bom é olhar a curva do mundo, e pensar: "tô lá!"

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Reflexo no lago.

Sou um comprador compulsório de camisetas Hering pretas.

Algumas brancas.

Ficam muito bem em mim.

Gosto de calças jeans. Cintos tem de ser de couro. fortes. fivelas grandes.

Mas não aqueles gigantes, cowboy de rodeio. Não sou cowboy de rodeio. nem de velho oeste.

All star é uniforme.

Liberdade é uniforme.

Fico bem de chapéu. Tem de saber usar. Se não, vai de boné.

Chapéu é pra poucos.

Eu fico bem.

Os óculos escondem o Ego.

(como se fosse possível esconder o balão inflado de um ser de áries com ascendente em escorpião)

A Prudence lançou uma camisinha extra-confort. Largura 56mm.

Contra o sol os olhos ficam mais verdes.

Eu sei. é de propósito.

é tudo de caso pensado.

Liberdade é uniforme.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

DROPS - Mulher!

Gostei da nota no Facebook. Virou "Drops"!



Quando eu morrer, tenho certeza que Deus vai chegar pra mim (mesmo que eu não permaneça no paraíso muito tempo pra esquentar uma nuvem... ) e falar:

- Fábio, vem aqui...

Aí vai me levar pra um lugar com uma porta imensa, fazer algum suspense, próprio à uma revelação da Divindade, afinal, Ele pode, e declarar "aquilo que você sempre disse nas mesas de boteco, que se Eu tivesse criado alguma coisa melhor que mulher eu tinha guardado pra mim, é verdade! Olha isso..."

Então a porta se abre e, depois de me acostumar ao clarão quase cegante eu vejo! A suprema criação do Arquiteto! Boquiaberto, concordo, "Deus, é mesmo! É melhor que mulher!"



Mas isso depois de bater com as botas! Aqui na Terra, véio, MULHER É A MELHOR COISA QUE EXISTE!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

DROPS - Vai encarar?


Uma das coisas mais idiotas, digo, um dos comportamentos mais estúpidos, é quando o cara chega pro outro na balada, na rua, praia, enfim, quando chega e pergunta "Tava olhando pra minha mina, mano?"

(Perceba-se que o "mano" na frase já denuncia o "nicho" a que pertence o brilhante autor da mesma. Pode ser alterado pra "brô", "cara", "tchê" - bem regional este - etc, etc. Vou manter o "mano" por puro bairrismo, já que, eu, nunca passei por essa no Rio, POA, só mesmo na minha amada Sampa City)

O que tem na cabeça um cara que aborda o outro perguntando uma jóia dessas? Eu imagino que seja pra dar o benefício da dúvida: quem sabe o fulano não estava encarando a preciosidade-loura-turbinada-coxuda-cara-de-safada que se pendurava no seu braço, né, companheiro? Vai que o cara é vesgo? Perguntar promove a oportunidade de ver de perto os olhos do atrevido, se não é míope, cego, zarolho, gay (lentes de contato com desenho de olhinho de gato isentam na mesma hora o coitado da culpa de cobiçar a Lady Pitbull!)...

Fantástica, também, é a pergunta "tá olhando o que?", quando você está claramente escaneando com os olhos aquele rabo fantástico dentro do vestido tubinho minúsculo ou da calça jeans que mais parece segunda pele. Tô olhando o que? Sei lá, a costura da calça, o acabamento, né, muito bem feito, a marca? Sim, a marca, é Levis? Ah, Carmim, é? Como? Não, nunca essa bunda deliciosa pedindo uma mordida e uns tapas bem dados, nunca... tem uma bunda aí dentro, é? Nem reparei...

Amigo, não prolonga a agonia. Se vai sair na mão, já chega batendo.
Ou, se restar um pouco de cérebro nesse apêndice que você chama de cabeça, pensa que a princesa oxigenada está com você, que você vai ter o prazer de usufruir da grana gasta em silicone no fim da noite, e não o outro cara. A não ser que realmente o seu negócio seja ralar no chão com marmanjo no meio das mesas do bar... caso seja, dispensa a loura e parte direto pra caçada, meu caro! Perde tempo não!


quarta-feira, 20 de julho de 2011

DROPS - Pérolas

Duas pérolas hoje. Pra variar, colhidas em minha caminhada diária com meu cachorro. (Eu já escrevi sobre isso aqui: quer material pra escrever, sai na rua.

Duas senhoras que pela aparência já haviam deixado o adjetivo balzaqueanas há muito no passado, emparelharam no meu passeio por uns 300 metros, e como conversassem em voz alta, fui testemunha do objeto da prosa animada das carolas. "Decoro na igreja".

- ...porque o Pastor Edivaldo não fala nada, mas ele é muito mole mesmo! Porque Deus não tem nada contra usar calça comprida, só não quer que use aquele tipo de calça que ela tava usando! Ele prefere mais solta, assim, sem marcar...

Tive que morder o lábio pra não me manifestar. Que vontade de perguntar: "olha, já que a senhora é tão íntima aí da Divindade, sabe se tem alguma marca, assim, que ele goste mais? Sim, porque eu vou viajar, e vai que eu compro uma Diesel, uma Levis, e o Todo-Poderoso me gonga, vai ser O mico, né? Me diz, a senhora sabe se vai ter alguma coleção Primavera-Verão abençoada esse ano?"

Eu sei que é feio ficar ouvindo, mas eu tinha que acompanhar o papo das duas. Não deu nem 20 metros e a mesma amiga íntima do Criador, agora em outro assunto, me manda a segunda:

- ... minha filha (pausa pra questão metafísica: porque essa forma de tratamento vira e mexe aparece, mesmo se as idades são iguais? Pior: sempre que eu ouço um "minha filha..." nesse contexto, eu mentalmente imagino um "da puta". Mas não é? É!), sempre que alguma coisa muito ruim acontece em casa, tem uma pessoa boa pra consertar! Deus faz isso, pra você é uma oportunidade, você tem que dar graças por ser essa pessoa... Essa é a sua função na sua casa...

Como assim função? A função dela naquela casa é se foder? Que bosta, meu! Eu ia ficar muito puto se descobrisse que minha função divina na Terra era limpar cagada do resto da família! Até imaginei o Anjo vindo em sonho pra coitada:

"Edileuma (nominho fiadaputa, heim?), eu sou o anjo da Anunciação! Vim te trazer uma mensagem do Big Boss: pára de sonhar que vai trabalhar em multinacional de secretária bilíngüe, que teu destino aqui é limpar a bunda do teu pai bêbado e juntar uns trocados anualmente pra tirar algum irmão do xilindró!"

Continuei o passeio com o dog, eventualmente me apartando das senhoras da Liga Cristã. Muito grato por não ter a menor idéia da minha função nesse mundinho, nem sequer desconfiar se Deus gosta de All Star ou de sapato fechado, podendo apenas viver meu quinhão de anarquia, sem conhecimentos absolutos.

Mas dou desconto. A tiazinha que quase não falava, a que só meneava a cabeça concordando, a fodida por vocação e destino, em determinado momento que iam atravessar a rua olhou a bunda de um rapagão que também esperava o semáforo, sem que a outra percebesse.
Eu vi.

Afinal, quem sabe nem tudo está perdido.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

DROPS - FRIO!


Preciso publicamente fazer uma retratação! Ainda há pouco estava reclamando com o David Blaser do pífio aquecedor FAME de 1500W que comprei, pela bagatela de 70 reais, e não esquenta nada!

Mea culpa, mea máxima culpa, O aquecedor esquenta, sim! Eu medi a área de calor irradiado, que chega à monumental distância de 45 cm de raio, o que significa que o problema não é o aquecedor, SOU EU!

Assim, se eu ficar deitado colado ao aparelho, e em posição fetal, fetal mesmo, saca, dentro da bolsa materna ainda, lambendo o joelho, essa, eu fico com o corpo todo na zona de calor!

E agora eu pergunto, TÔ RECLAMANDO DE QUE, né?

É como a funcionária da assistência técnica do modem que eu comprei há menos de um mês e já pifou me explicou, não é o alcance que é ridículo, minha casa é que tem muita parede! Depois, usar laptop no quarto pra que?


Ela não gostou muito da resposta "pra baixar os filminhos de sacanagem que a tua mãe põe na internet", mas ela pediu...



Ahhhh... quentinho!



segunda-feira, 30 de maio de 2011

Drops - Olfatices.

Estava eu inda agorinha passeando com o Lukevaldo, meu simpático cãozinho, e pensava quanto tempo não escrevia. Pombas, pra mais de mês! Bateu aquela vontade de sentar e mandar ver na crônica, na nota engraçada, um poema qualquer. Um, como eu chamo, Drops!

(pra quem está lendo pela primeira vez, chamo de Drops quando o texto é curto, quase uma twittada...)

Mas passa que eu fiquei o dia inteiro em casa, frio de rachar aqui em Sampa, só eu e o Facebook, de modo que sentia o pensamento embotado e a criatividade escondida embaixo de alguns edredons. Inspiração nenhuma, mas é como eu sempre digo: quer achar o que escrever, sai pra rua! Tiro e queda! Ainda mais aqui no centro! Foi pensar em escrever, aguçar o radar e pronto! Saquei o tema do post de hoje!
Aliás, o tema me bateu de frente! Se bem que o termo certo seria "o termo ficou impregnado em mim"!
Como dizia no início do texto, estávamos voltando, Luke e eu, pro nosso apê, e no elevador tive o prazer de ter a companhia do meu vizinho do andar de baixo. Zeus, como eu queria que eu tivesse me atrasado um minutinho! Um cocozinho a mais do dog, uma parada de xixi, e eu ia sozinho no elevador. Mas não, claro que não, desde quando? Eu tinha que subir junto com o figura...
É até um cara simpático, não tenho quase nada contra, mas, não é possível, esse homem sempre toma um banho de perfume, loção, desodorante, alguma coisa ele faz! Pra que exagerar daquele jeito. Eu imagino o futum que o cara não deve ter pra colocar tanto perfume tentando encobrir!
E ele deve imaginar que eu tenho algum problema, tique nervoso sério, porque sempre que estou com ele no elevador fico com o rosto contorcido, num esgar, todo torto. Eu tento segurar, mas não rola: cada respirada é uma careta! Bom dia - boca pro lado - tudo bem - nariz franzido - frio heim? - aperto o olho - sorte que o elevador é rápido...
Eu acho que o cara tem o olfato adulterado, ou nem tem olfato, não sente que está empesteando todo o ambiente?

Um dia eu vou soltar O PEIDO no elevador com ele dentro, e ficar só olhando a reação do sujeito! Tenho quase certeza que vai continuar de boa, nem aí pra nada...

...


sábado, 26 de março de 2011

DROPS - Tempo

Manhã boa de sábado, sol gostoso, ainda cedo, antes das nove. Nem um calorão, nem promessa de frio.
Típica manhã de outono paulistano.
Sigo pro café da manhã na padoca amiga, de coador, sim, por favor, com os dois pãezinhos na chapa, de lei.
Meu chapéu de manhã de sábado na cabeça, meu chinelo de qualquer manhã nos pés, o reflexo no espelho da padoca mostra um cara bem convidativo à um papo alegre de começo de dia. Eu acho.
A senhorinha septuagenária senta ao meu lado, e logo estamos conversando como se há muito amigos, recordando o tempo do guaraná de rolha (ela, viciada em refrigerante, à revelia das ordens médicas, me confidencia), e concordando que Tubaína é bom, mas desjejum é Guaraná Antártica, menos óbvio ao paladar. Com pão de queijo. Quem contesta?
E inicia um "causo" pra ilustrar, uma modelo que foi no Jô ("você assiste o Jô, meu filho? Não? Ah, não perco um! Na minha idade, só o Jô me levapra cama!" - velhinha fogueta, né?) e declarou que adora guaraná, melhor que coca, melhor que tudo.

A vózinha leva quase 15 minutos só pra contar a história da tal modelo (ela lembrou o nome da fulana... eu, nem por sombra... sou péssimo com nomes...), tenho que pedir outra média só pra terminar o papo. Então me despeço e volto pro apê, muito o que fazer, daqui a pouco tem teatro e nem saí com o Luke!

Percebo que estou correndo. Como assim, com pressa nessa manhã de sábado com passarinho cantando? Penso na senhorinha, que ainda está lá no balcão, provavelmente agora contando mais uma das suas histórias pra algum outro freguês, sem essa pressa minha, parando o causo pra ouvir o passarinho ou lembrar de outro causo que entremeia a história, sei lá!

Pra que tanta pressa? Antigamente eu tinha um modem de 33Kbps e achava o máximo! Hoje, minha conexão de 3Mb me parece tão lenta, morosa!
Até meu coração parece que bate mais apressado! Pra que?
Vem Luke, vamos passear. Daqui a pouco teatro. Mas meu pensamento, hoje, é pra Dona Anselma, lá na padoca.

Quem sabe o coração sossega um pouco.

terça-feira, 22 de março de 2011

Tempo é relativo.

Puta que pariu!

Meu último post foi em 27 de novembro. Se eu continuar com a produção nesse ritmo desenfreado, acabo lançando meu livro tão almejado antes de 2040, sem dúvida!
Pior que, no último texto, prometia (ao leitor, à mim mesmo, sei lá) dentro de uma semana outro texto.
Não rolou.
(ok, percebe-se)

Fato é que minha mãe, pra quem não sabe, morreu. E, mesmo já tendo declarado que o que me move a escrever são as tristezas ou as alegrias do dia-a-dia, grandes tragédias meio que paralisam meu cérebro e não tem verve poético-literária que sobreviva sem traumas ao "tornar-se órfão".
Tenho amigos que usam das letras para expressar todo o pesar que sentem, e escrevem grandes textos sobre o desespero, a dor, traições, etc.

Eu como chocolate.
Em outras palavras, se algum dia for repórter, eu estou pra lá de fodido caso me caia no colo uma cobertura de terremoto, maremoto, grande incêndio, algo do gênero. Enquanto os colegas estiverem deslanchando em suas carreiras com furos de reportagem, eu vou estar devorando barras da Nestlé e apontando desolado pra terra se abrindo!

Ok.
Quem me conhece sabe que não é bem assim. Eu exagero na descrição. Os anos de arte marcial me prepararam pra reagir, mesmo que de forma um tanto errada, em qualquer situação.

Mas esses 4kg a mais na área da cintura demandam que eu volte ao exercício urgentemente. Meus músculos, sei que estão ainda aqui em algum lugar, só falta achar aonde os fdp se esconderam!

E sinto no cérebro o mesmo tanto de peso em idéias acumuladas, represadas, em situação de letargia, uma banha intelectual esperando pra ser torrada aqui no blog.

Mãos à obra.