domingo, 4 de outubro de 2009

De olho no minhocão! Ui!

Meu!

Domingão, um milagre acontece!
Um dos maiores erros arquitetônicos da cidade vira área de lazer!
(Ok, os moradores dos prédios ao redor AINDA acham um pusta dum trambolho, mas eu tô querendo um pouco de alegria nesse domingo, pombas!)

O que é pegar a bike e cruzar o minhocão no domingão!
Você vai do centro, aqui na consolação, até a igreja de Perdizes, em dez minutos! E os planos inclinados são leves, uma coisa boa de colocar o ipod e deixar o som te levar, só nas pedaladas!

Eu conversei com uns PMs antes de subir (afinal, a bike tem 15 dias, quem tem tem medo)e não há praticamente ocorrências aos domingos.

Além do exercício, se você tiver sorte (ou olhos...), vai se deparar com cenas inusitadas, também...

Mentira? Olha isso...



Freirinhas fazendo caminhada por entre os prédios.. tão despreocupadas, quase nem viram a Kombosa que ia no mesmo sentido...





A Kombi era pilotada por uns estudantes, que estavam fazendo uma intervenção no minhocão! Tipo Kombi do Fred Flintstone, achei um barato os pézinhos lá embaixo, ploc,ploc,ploc...
A fotógrafa que tava com os caras tá ai na foto, tirando foto minha (ué! Virei intervenção também?)... Pena que eu tava só com meu celular e a resolução ficou média...

Então é isso. Post pra dar a dica: domingão, suba no minhocão!

sábado, 3 de outubro de 2009

Universo paralelo

Não é original, mas queria esse desenho aqui no blog, achei genial...



O original é do CAPINAREMOS ... tá na minha lista de blogs...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Magrela

hehe

Fiz a compra tem bem uns 15 dias. Pela internet.
Não é bem o tipo de coisa que se compra pela internet. Eu, pelo menos, não costumo.
DVDs, livros, eletrônicos, vá lá, nem tem tanto o que escolher. Ou o que errar. O mesmo DVD que eu vi na loja e tava sem grana na hora, vai ser o que vão me entregar se eu comprar pelo site.
Fora que eu já tinha comprado um tempo atrás no site dessa EMBARCAÇÃO SUBMERGÍVEL, e foi uma experiência péssima. Na época, era um computador. De uma marca brasileira, feito em Manaus.
Era uma firma nova, micros populares. Com um nome tão OTIMISTA, o que poderia dar errado?
(Perdão, leitor, mas parece que este post vai exigir um pouco de dedução, que eu não vou colocar o nome das marcas. Pode me chamar de cagão, sim. Mesmo porque, como foi tudo resolvido, a contento, melhor deixar quieto... e eles ainda tem o meu endereço...)
Deu errado.
Me mandaram um micro sem fonte de alimentação. Melhor, a fonte estava lá, mas o cabo não estava ligado na placa mãe. Eu costumava fazer manutenção em computadores, então peguei uma lanterninha e olhando pelos buracos na lateral, dava pra ver o cabo solto. Mas tem aquele lance do lacre, se você abre o treco, perde toda a garantia. Devolvi pro site, esperei, veio outro. Também com a fonte desconectada, mesmíssima coisa. Chequei o número de série, pra ver se não tinham mandado o mesmo de volta. Era diferente. Fala sério! Liguei pro Sub... digo, pro site, espinafrando os caras!
Pedindo o dinheiro de volta. A garota do atendimento ainda tentou perguntar se eu não queria trocar por outro. Confesso que minha resposta não foi educada, e ainda bem que ela foi profissional o bastante pra não desligar nem rebater minha sujestão de cunho sexual com alguma referência aos orifícios da minha mãe. Desculpas pedidas, ânimos acalmados, mandei o micro de volta e peguei o dinheiro. Isso anos atrás...

Por essas e outras que eu estava meio com o pé atrás de comprar minha bike pela internet. Mas tinha tantas fotos, de tudo quanto é ângulo, e tava tão linda no site, que eu não resisti.
Mandei ver!
Claro que esperava o melhor, mas me preparava também para o pior, ou seja, mantive o espírito pronto pra encarar uma bike sem roda, faltando marcha, algo do gênero. Visto o caso do micro, provavelmente iam me mandar sem o selim e eu ainda ia ter que ver a cara do entregador olhando pra mim e pro cano, segurando o risinho de deboche...
Graças a Zeus, dessa vez foi tudo nos conformes.
Os caras demoraram um pouco pra entregar, mas a semana passada foi tão turbulenta que eu nem notei o atraso. Na verdade, minha cabeça nem lembrava que tinha comprado uma magrela. Era pra ter sido entregue na segunda, ou terça, e me trouxeram a bichinha na quinta. Mas tava inteira. Só tive que encher os pneus e sair pedalando!

Uma coisa me espanta, sempre. Como é que uma vez que a gente aprende a andar de bike, nunca se esquece? Sem brincadeira, as últimas pedaladas que eu dei remontam o final do meu casamento, 5 distantes anos no passado. Achei que ia me esborrachar, mas fui que fui pelas ruas de Higienópolis! UAU!

Um único porém: Quem inventou que selim de bicicleta tem que ser aquela coisinha fininha, meu amigo? E dura! Alguém que não morava em uma cidade esburacada feito Sampa, só pode! Tá certo que eu não acho que as nossas bolas do saco, camaradas homens, são as coisas mais lindas da Criação, mas não precisa destruir as coitadinhas na porrada! E as pobres perseguidas da mulherada? Depois elas regulam falando que tão detonadas, a gente nem tem o que reclamar!

Assim que sair o pagamento já decidi: troco o selim por outro de silicone extra-soft e compro um capacete. Serei um ciclista consciente, com extremidades protegidas!

Se bem que, dependendo do custo, o capacete fica pra novembro.
Afinal, cada um protege o que lhe é mais caro, né?

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Uma boa alma...

Putz...

Deleite, encantamento, questinamentos, incômodo...
O teatro fala (deve falar) à alma. O que dizer de "A alma boa de Set-Suan"?

Informações gerais, pra começar?

A peça está em cartaz no TUCA, de sexta à domingo. Domingo às 19:00 hs, os outros dias começa 21:30hs. Segue em cartaz até 04 de novembro (eles estenderam a temporada, a DENISE FRAGA, que é a protagonista, no fim do espetáculo deste domingo informou que o fim de semana último ia ser o encerramento, mas a peça estava sendo tão bem recebida que iam prosseguir com a montagem mais dois meses. Ela pareceu bem emocionada, com aquele jeitinho doce que ela tem, e nós, aqui da platéia, ficamos todos contagiados...).


Além da Denise, a peça conta com um elenco fantástico, difícil apontar um ou outro ator que se sobressaia. Eu vou puxar a sardinha pro Ary França e o Maurício Marques, que roubam a cena quando estão no palco!


Os cenários são fantásticos, figurinos, direção... rasgando a seda mesmo, porque tá tudo muito legal!

E o enredo?

O texto é uma adaptação do texto de Bertolt Brecht, e a ação se passa em um vilarejo da China. Onde no original temos 3 Deuses, na montagem do Marco Antônio Braz, o Ary encarna uma Santíssima Trindade muito engraçada, composta por "Ele, tudo que O cerca e uma pomba que parece uma gralha e você provavelmente conhece como Espírito Santo" (nas palavras Dele). Essa Trindade chega à Set-Suan no meio da noite, à procura de pousada, e em busca de uma alma que seja boa, e assim preserve sua fé na humanidade. Após diversas tentativas com os moradores locais, encontram a prostituta Chen Tê (Denise),que lhes dá o abrigo. Como pagamento lhe fornecem uma soma em dinheiro que irá propiciar que a jovem saia da vida que leva e possa seguir em busca de seus sonhos. É justamente sobre o que acontecerá com a vida de Chen Tê de posse desta quantia que se trata a peça. Brecht questiona os valores humanos, a possibilidade de permanecer um ser essencialmente bom em meio ao mundo contraditório que nos cerca. A peça foi escrita no exílio, em 1941, mas continua mais atual que nunca.

O humor permeia todo o texto, e vale a pena conferir e refletir, como nos pedem os atores ao fim do espetáculo, se há realmente uma resposta para a dualidade humana.



Como nos diz a própria Chen, tem de haver.

sábado, 26 de setembro de 2009

Cirurgia - Parte final

Post curto, pq eu não aguento mais falar da cirurgia, e ninguém aguenta mais ler.

Pior só os 36 e-mails do meu camarada Orlando sobre o pré-sal...

Antes de mais nada, deixar claro que o processo foi demorado, demorei entre identificar as hérnias e a operação mais de dois anos (três, na verdade...).
Confesso que todas essas peripécias do convênio ajudaram, mas eu estava mesmo era com um puuuuuuta cagaço... hehehe

Minha namorada fez uma chantagem básica pra que eu finalmente fosse pra faca, e o Dr. Fábio me convenceu ao explicar o novo método de cirurgia por vídeo-laparoscopia.
Segundo ele, a recuperação seria em 10 dias, 15... em menos de um mês eu estaria treinando meu Kung Fu again...
Bom, ele me enganou.
Foi por uma boa causa... quando fui tirar os pontos e perguntei pq ainda doía tanto, depois de quase dez dias, ele me olhou e perguntou: "se eu falasse a verdade, você não ia dar um jeito de adiar de novo a cirurgia?"
Filhadaputa!

Ok.
Eu ia...

Tem mais uns causos engraçados, tipo meu colega de quarto no hospital, ou eu ainda sob efeito da anestesia querendo arrancar tudo e sair na marra do quarto (o Dr. Fabio disse que isso é normal, outros pacientes também dão dessa... ele só frisou que eu sou o primeiro que é professor de kung Fu... hehehe...), mas deixa quieto, que o assunto já se estendeu demais...

Só agradecer a todos,

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Canta, Diva!

Guess That's Why They Call It The Blues
Elton John

Don't wish it away
Don't look at it like it's forever
Between you and me
I could honestly say
That things can only get better

And while I'm away
Dust out the demons inside
And it won't be long
Before you and me run
To the place in our hearts
Where we hide


And I guess that's why
They call it the blues
Time on my hands
Could be time spent with you
Laughing like children
Living like lovers
Rolling like thunder under the covers

And I guess that's why
They call it the blues

Just stare into space
Picture my face in your hands
Live for each second
Without hesitation
And never forget I'm your man

Without me girl
Cry in the night if it helps
But more than ever I simply love you
More than I love life itself


And I guess that's why
They call it the blues
Time on my hands
Could be time spent with you

Laughing like children
Living like lovers
Rolling like thunder under the covers
And I guess that's why
They call it the blues

Wait on me girl
Cry in the night if it helps (don't cry)
But more than ever
I simply love you More than I love life itself




segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Cirurgia - parte 4

Como eu dizia...

Meu xará, Dr. Fábio, manja pra cacete. Escreveu um belo relatório sobre minha hérnia, só faltou fornecer o CPF da danada. Fiz tudo quanto é exame de sangue, em outro laboratório, claro, que não tava a fim de servir de almofada de agulha de novo. Tudo certinho, o pessoal do trampo avisado, tô pronto pra faca...

48 horas antes da cirurgia...

O hospital me liga, meu convênio negou a internação, afinal, não tinha feito ultrassonografia da região inguinal. Faltava a ultrassonografia! POR QUE EU NÃO ENVIEI A ULTRASSONOGRAFIA?
Bem, o motivo de eu não ter enviado é bem simples. VOCÊ NÃO FAZ ULTRASSOM PRA DESCOBRIR HÉRNIA INGUINAL! Meu próprio médico que faz o exame periódico do trampo confirmou, o procedimento é clínico, é a tal "dedada no saco" que eu descrevi mesmo. Caput. Cabô. Thats it!

E toca adiar de novo a operação. Ê lerê. Nessa meu grau de emputecimento (e o do médico) já tava na estratosfera. Mas convênio pediu, convênio terá! Ultrassonografia, aí vou eu!

No dia marcado fui pra clínica. Não sabia bem o que me aguardava, fui meio desconfiado. Coloquei uma cueca nova, vai saber se tem enfermeira gostosa, né? Perfuminho, só não passei talco no pimpolho pra não parecer aviadado.
Na recepção, quando a atendente lê que é ultrassom da região inguinal, rola um sorrisinho disfarçado. Ou será minha imaginação? Vou pra salinha, entra uma enfermeira. Zeus, valeu! Tesãozinho, baixinha, bunduda, carinha de anjo. pede pra eu deitar na maca. Coloca uma toalha sobre mim, eu ainda de roupa, e fala pra eu esperar ela sair e baixar a calça e a cueca e cobrir com a toalha. Pensei, "pra que sair, babe? Não seja tímida, fica aqui...", mas ela saiu e eu fiz o que ela mandou. E fiquei esperando. Enquanto esperava, pensei naquela gracinha voltando, passando o gel, perguntando se tava geladinho... hummmm...
Pensando agora, por que eu sou tão imbecil, gente? Claro que nessas, o bicho ia dar sinal de vida. Lógico que ia ficar aquela elevação inequívoca na toalha.
E, mais evidente ainda, que quem ia voltar pra sala não era a delicia da mina, era o médico gay cinquentão que brilhou os olhos quando entrou e sorriu de orelha à orelha. Eu não sabia nem o que falar. ele deu uma risadinha, "isso acontece, é normal..." Normal pra QUEM, cara pálida? Só se for na sauna que você frequenta!
Bom, fiz o tal exame, mandei tudo pro convênio.

E rezei...

Dias depois, a confirmação da cirurgia autorizada!

Agora, não tinha mais como escapar...

CONTINUA...


"Eu falo 33, doutor?"
"Não, fala EU TE AMO..."

sábado, 29 de agosto de 2009

Cirurgia - parte 3

Então...


Meu, é uma porrada de exame quando se vai fazer uma operação. Tirei sangue pra teste disso, daquilo, coagulação, Ph, Uma porrada de tubinho.

E a mina do laboratório tinha "uma experiência" na coisa...

- Qual braço? Se for destro, esquerdo é melhor...
- Beleza, esquerdo... pô, quanto tubinho, né? Tira só uns dois litros, tá? - brinquei.
Nem um sorriso... ok, já senti que minha simpatia não serve pra nada aqui, eu fico quieto. Ai! Caraio! Detesto agulha...

Fantásticos esses tubinhos de coleta modernos, né? PLOF, encaixa na agulha, sangue, sangue, sangue... tira um, a agulha fica lá, pega outro - PLOF - encaixa e sangue, sangue,sangue. De novo, tira , pega outro - PLOF - e san... ué, parou? Será que eu morri?

-Hi... acho que entupiu ou perdi a veia (como se perde uma veia? Feito celular?)... dexôvê...
E a mina toca a cavocar com a agulha procurando a veia... e o braço ficando roxin,roxin...
- Olha, não é por nada não, mas tá doendo, viu? Não é melhor tentar no outro braço? (eu ia sugerir ela pegar a agulha e cutucar uma parte da anatomia da mãe dela, mas achei melhor ficar na minha...)
- Ah! É verdade, né? Só falta um tubinho... humm, acho que depois vai ficar doendo um pouquinho esse braço...
Disse, e sorriu! Pensei "agora você sorri, né, FDP? Sádica..."

Ok, exames feitos, marquei com o médico a data da cirurgia, tudo nos conformes.

Não é que dois dias antes da data o hospital me liga, o convênio não havia aprovado a cirurgia porque não concordava com o procedimento de colocar a tela cirúrgica? Meu médico ficou puto.

O que acontece é que essa tela é colocada para não haver reincidência da hérnia. Ela fica pro resto da vida, ali, reforçando a parede inguinal. Se você não coloca, a chance de voltar a ter hérnia é de 73%... com a tela baixa pra 2,7%... fala sério, né? E, detalhe, é de um material parecido com nylon, não sei o preço, mas deve ser uns 10 dólares, no máximo. Ou seja, foi desculpa do convênio pra adiar o gasto com a cirurgia.

Só que eu sou áries com ascendente escorpião, e meu médico também é Fabio.
A gente fez tudo de novo, refiz todos os exames (em outro laboratório, claro), e ele escreveu uma carta beeeeeem persuasiva pro convênio. Marcamos outra data pra internação e a faca.

CONTINUA...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Bukowski

(Eu publiquei esse no A Arte da Punheta, mas eu adoro Bukowski, e achei legal colocar aqui tb... AVISO - É UM POST BUKOWSKIANO, logo, CUIDADO COM A CENSURA!! huahuahuahuhauhua)



- Porra, você não vai sair da frente dessa merda hoje?

Na porta, a silhueta da mulher mostrava, contra a luz, que estava sem nada por baixo da camisola fina e transparente. Carlos sentiu um comichão na cabeça do pau, prenúncio de uma ereção. Mas a mulher continuou falando, e toda compulsão sexual foi pela descarga.

- A gente tá sem um puto, não tem leite pro café, até a porra do baseado tá racionada e você fica nessa merda de computador como se fosse um grande autor... quando a gente vai ver alguma grana dessa sacanagem toda que você escreve?

Rita tinha seus trinta e seis anos, mas parecia mais. Não muito. Tinha uns peitos generosos, daqueles que dá vontade de deitar a cabeça depois de uma foda bem dada. E uma bunda fenomenal. Muita garotinha não tinha o traseiro daquela mulher, que sabia dos seus dotes e se metia em umas calças apertadas que não deixavam nada pra imaginação. Decote e rabo. Foi isso justamente que levou Carlos, num impulso regado a muita vodka, a convidar a mulher pra uma trepada que levasse a vida toda, e ela aceitou e se mudou de mala e cuia pra casa do cara que aparecia todo dia no bar em que era garçonete. Os primeiros meses foram uma maravilha, trepavam como loucos, dia e noite, sem grandes preocupações. Havia publicado uma coletânea de contos eróticos usando o pseudônimo de uma garota colegial, e os tarados de plantão devoraram as histórias de sacanagem adolescente, rendendo uma boa grana, o bastante pra bebida, a comida e as drogas do casal. Mas a grana, assim como a inspiração pra escrever, uma dia acaba.
- Caralho! Já não falei pra não me interromper quando tô escrevendo? Porra, vai ver tevê, em vez de me encher o saco!
A mulher murmurou um ou dois palavrões e saiu, meio cambaleante. Deve estar bêbada, pensou Carlos. Ainda tentou escrever alguma coisa, mas não conseguia uma boa idéia. E olha que pensava em sacanagem pra caralho. Ficou mais meia hora no computador, olhando pornografia barata na internet, e foi pra cama. Rita dormia de bruços, ressonava, aquela bundona de fora, perfeita. Toda redonda, sem uma marca. Parecia zombar dele, gritava que era um incompetente, que não escrevia merda nenhuma que valesse a pena. Aquela era uma bunda digna de nota, ele um arremedo de escritor. Cinquenta anos nas costas e pra fazer sucesso tinha que se passar por uma garotinha tarada. De repente sentiu o pau duro. Misto de raiva e tesão. O bicho apontava pra cima, parecia querer beijar o umbigo. E aquele rabo ali, afrontosamente perfeito. Deitou por cima e encaixou bem no cu. Falou em voz alta:
- De bêbado não tem dono.
E enfiou inteiro. Uma, duas, várias vezes. Sentiu que ia gozar, tirou o pau, deu um banho nas costas da mulher. Caiu para o lado, resfolegando. Dormiu quase instantâneamente.
Acordou no dia seguinte, deitado de costas. Rita ainda dormia, bunda pra cima, mesma posição. Parecia que sonhava. Carlos afagou-lhe os cabelos e levantou. Foi para o banheiro, mijou, e foi para o computador. Pela janela viu passar na rua algumas garotas de uniforme escolar, e vários pensamentos sacanas cruzaram sua mente.
Sorriu. Alguma coisa lhe dizia que ia ser um dia bom.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cirugia - parte 2

Então...


Guardei a guia do médico no bolso, fui até a porta do hospital, respirei fundo.

- Que merda!

Era pra ter ficado só em pensamento. Não sei por que cargas d'agua saiu em alto e bom som. A velhinha que passava ficou me olhando. Foda-se... ela que vai entrar na faca? Quem tá lascado sou eu, né? Então merda! Merda, merda e merda!

Fiquei uns instantes na entradinha do prédio, tomando um solzinho. Várias vezes, quando eu ia no médico com uma faringite, laringite, qualquer "ite", e o senhor de jaleco me dizia que ia me dar uma injeção (os caras adoram benzetasil, né? Eita coisa doída...) pra cura ser mais rápida, eu dizia que ia, sim, tomar, mas saía do consultório e me perdia no caminho da sala da enfermeira... vitamina C, cama, repouso, e mesmo que demorasse mais um pouco, acabava ficando bem...

Alguma coisa me dizia que daquela vez não seria bem assim...

"Beleza - pensei - vou no cirurgião... se o cara quiser me internar e operar, tenho que pelo menos voltar pra casa, pegar roupa,avisar alguém, e, mesmo, vai que o primeiro médico tá enganado... nem 3 minutos de consulta, como ele pode ir falando em cirurgia? Vamos ver no que dá..."

E lá fui eu pro andar da gastro... entreguei a guia na recepção, esperei quase meia hora (que eu passei lutando contra meu impulso de sair correndo), e finalmente me chamam pra sala de consulta.

Uma coisa eu achei legal, de cara. O médico era meu xará. A conversa ia rolar de Fábio pra Fábio, ou seja, bom humor garantido. Expliquei a situação e ele me mandou ficar em pé e abaixar a calça e a cueca (eu quase perguntei se ele não ia me pagar um jantar primeiro, mas ia ser bom humor demais pra situação, né? Deixei quieto...). Colocou as luvinhas de látex e começou o "exame clínico para detecção de hérnia inguinal"...

he he... gente, vocês sabiam que o corpo do homem tem duas cavidades ao lado da bolsa escrotal que se extendem pro abdómem? Nem eu... fiquei sabendo quando o dedo do médico se enfiou do lado do meu saco e empurrou a pele até o fundo, putaqueparóviski que dor! E ele ainda me mandou fazer força... quase eu respondi que já tava fazendo, força pra não dar um berro!

Ok, ele confirmou o diagnóstico do outro. Hérnia inguinal. Cura? Só com cirurgia. Faz um corte, mete uma tela, fecha. Depois da recuperação, volta pra rotina normal. Esportes, lutas... e o preço era um pouco de dor e uma pequena cicatriz...

- Cicatriz? Pô, doutor, cicatriz na virilha? Muito visível?
- Você é ator pornô, Fábio? Porque, se não, não vai ter nenhum problema...
- É, doutor, ator, ator, não... mas até que eu sou um amador bem esforçado...

Ele deu risada. Infelizmente, não tinha outra saída. Concordei, e ele me passou os exames que eu teria que fazer pra poder passar pela cirurgia... mal sabia eu que meu convênio tinha outras idéias...


CONTINUA...



PS: Só pra esclarecer, acabou que eu tô sem cicatriz, porque na época do primeiro exame com o meu médico a técnica era corte na região inguinal... atualmente se faz por video-laparoscopia. Graças a Zeus!!

Drops 8 - Punk'it

hehe...


Foto cupinhada do blog da Mandy, Манди ... eu tinha que ter essa gatinha aqui no QEQEM...